Fertilização in vitro aumenta as chances de gravidez múltipla? Entenda o que diz a medicina atual

Publicado em 21/06/25
Fertilização in vitro aumenta as chances de gravidez múltipla? Entenda o que diz a medicina atual

A fertilização in vitro (FIV) é um dos tratamentos mais indicados para casais com dificuldades para engravidar. Mas junto com a esperança da gravidez, surge uma dúvida muito comum: fazer fertilização aumenta o risco de uma gestação de gêmeos, trigêmeos ou até mais?

A resposta direta: Sim, mas depende de quantos embriões são transferidos

O principal fator que influencia a chance de uma gravidez múltipla na fertilização in vitro é o número de embriões transferidos ao útero da mulher.

No passado, era comum que clínicas transferissem dois, três ou até mais embriões por tentativa, com o objetivo de aumentar as chances de sucesso. Como resultado, o número de gestações gemelares e múltiplas aumentava de forma significativa.

Porém, hoje a medicina reprodutiva é muito mais criteriosa e segura. Diversos estudos científicos e as principais sociedades médicas do mundo, como a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e a American Society for Reproductive Medicine (ASRM), alertam para os riscos das gestações múltiplas.

Por que gravidez múltipla é um risco?

Embora muitos casais vejam a possibilidade de ter gêmeos como algo positivo, é importante saber que uma gestação múltipla traz riscos sérios, como:

  • Parto prematuro

  • Baixo peso ao nascer

  • Maior risco de complicações para a mãe (como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional)

  • Maior tempo de internação dos recém-nascidos

Por isso, o foco atual da medicina é garantir uma gravidez saudável, com segurança para mãe e bebê.

Qual a recomendação das clínicas de fertilização hoje?

As principais diretrizes são claras:

  • Mulheres com menos de 35 anos e com embriões de boa qualidade: recomendação de transferir apenas um embrião (estratégia conhecida como Single Embryo Transfer – SET).

  • Entre 35 e 40 anos ou com histórico de tentativas anteriores sem sucesso: pode-se considerar a transferência de até dois embriões.

  • Acima de 40 anos ou com baixa qualidade embrionária: a transferência de mais embriões pode ser avaliada, mas sempre com acompanhamento médico rigoroso.

A fertilização in vitro, por si só, não obriga uma gravidez múltipla. O que determina isso é o número de embriões transferidos. Atualmente, a orientação médica é sempre priorizar a saúde da mãe e do bebê, evitando transferências múltiplas desnecessárias.

Se você está iniciando o processo de FIV ou tem dúvidas sobre os riscos de gravidez múltipla, converse abertamente com seu especialista em reprodução assistida. Tomar decisões baseadas em evidências é a melhor forma de garantir segurança e sucesso no tratamento.

 

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