Como reconhecer uma síndrome respiratória
O que é uma síndrome respiratória?
Uma síndrome respiratória - especialmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - caracteriza-se por infecções dos pulmões e vias aéreas inferiores, frequentemente causadas por vírus como COVID‑19, Influenza ou VSR, e por bactérias. Pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, demandando atendimento imediato. Nas últimas semanas, diversos estados do Brasil entraram em alerta pelo aumento significativo do número de casos.
Sintomas indicativos
SRAG é definida pela presença de pelo menos:
- Dois dos sinais gripais: febre, calafrios, tosse, dor de garganta, coriza, cefaleia ou alterações no olfato/paladar
- Um sinal grave, como:
- falta de ar ou desconforto respiratório;
- sensação de pressão no peito;
- saturação de oxigênio abaixo de 95%;
- coloração azulada nos lábios ou extremidades (cianose)
Outros sintomas de alerta:
- Respiração acelerada (taquipneia);
- Chiado ou estertores ao auscultar o tórax;
- Sintomas graves em crianças: dificuldade para mamar, irritabilidade, retração entre costelas.
Como confirmar o diagnóstico?
O diagnóstico depende de:
- Avaliação clínica: histórico, sintomas e sinais vitais;
- Oximetria de pulso para medir saturação de oxigênio;
- Gasometria arterial para avaliar oxigenação sanguínea;
- Imagem torácica (raio‑X ou tomografia) para detectar consolidações ou infiltrações;
- Testes específicos (RT‑PCR para SARS‑CoV‑2, influenza etc.) e exames laboratoriais (hemograma, hemoculturas).
Quando procurar atendimento médico?
Procure atendimento IMEDIATAMENTE se houver:
- falta de ar intensa ou piora respiratória;
- saturação < 95%;
- febre persistente (> 3 dias) ou recorrente;
- dor no peito intensa;
- cianose ou saturação baixa;
- em crianças: respiração acelerada, recusa alimentar ou irritabilidade.
Possíveis causas subjacentes
Diversos agentes podem desencadear uma SRAG, incluindo:
- Vírus: SARS‑CoV‑2, Influenza A/B, VSR, adenovírus;
- Bactérias: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae;
- Outros fatores: doenças crônicas, imunossupressão, sepse, aspiração, trauma etc.
Tratamento e prognóstico
- Hospitalização urgente, frequentemente em UTI;
- Oxigenoterapia ou ventilação mecânica;
- Tratamento da causa (antivirais, antibióticos, suporte de órgãos);
- Prognóstico: mortalidade entre 30% e 50% nos casos graves; recuperação total é possível com manejo adequado.
Prevenção
- Vacinação anual contra gripe e COVID‑19;
- Higiene de mãos, uso de máscara, evitar contato com pessoas doentes;
- Ambientes ventilados;
- Busca rápida de atendimento ao primeiro sintoma.
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