O perigo da automedicação: um hábito comum que virou problema de saúde pública

Tomar remédio por conta própria pode parecer inofensivo, mas a automedicação é um hábito perigoso que coloca em risco a sua saúde e sobrecarrega o sistema público. Entenda por que esse comportamento exige atenção.

Publicado em 27/10/25
O perigo da automedicação: um hábito comum que virou problema de saúde pública

A automedicação é um problema crescente no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Conselho Federal de Farmácia, cerca de 77% dos brasileiros admitem tomar medicamentos sem orientação médica. Seja por pressa, economia ou costume, esse hábito tem consequências sérias e muitas vezes irreversíveis.

O que é a automedicação?

Automedicação é o uso de medicamentos sem prescrição médica, seja por indicação de amigos, familiares ou por conta própria. Isso inclui desde o uso de analgésicos comuns, como dipirona ou ibuprofeno, até antibióticos e antidepressivos — o que torna o problema ainda mais grave.

Por que a automedicação é uma preocupação de saúde pública?

O uso indiscriminado de medicamentos provoca uma série de efeitos colaterais e complicações que vão muito além do indivíduo. A automedicação contribui para:

  • Aumento da resistência bacteriana: uso incorreto de antibióticos faz com que as bactérias se tornem mais fortes, reduzindo a eficácia dos tratamentos no futuro.

  • Mascaramento de doenças: um sintoma pode parecer simples, mas esconder doenças sérias que só um profissional pode diagnosticar.

  • Intoxicações e reações adversas: segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos são responsáveis por uma parcela significativa das intoxicações registradas em emergências hospitalares.

  • Sobrecarga no sistema de saúde: complicações decorrentes da automedicação levam mais pessoas a procurar atendimento, ocupando leitos e recursos que poderiam ser evitados.

O papel da informação na prevenção

Um dos principais desafios é o acesso à informação de qualidade. Em tempos de internet e redes sociais, é comum que pessoas busquem “dicas” de remédios sem saber se aquilo é seguro ou indicado. Por isso, é essencial reforçar que somente um médico pode avaliar cada caso e prescrever o tratamento adequado.

No Dr+, acreditamos que democratizar o acesso à saúde é também educar a população sobre práticas seguras de autocuidado. Consultas médicas online com profissionais qualificados são uma alternativa acessível, prática e segura para evitar riscos e obter orientações personalizadas.

Quando procurar um médico?

Procure atendimento médico sempre que apresentar sintomas persistentes, dores recorrentes ou desconfortos que não melhoram. Mesmo condições aparentemente simples como dor de cabeça, febre ou azia  podem indicar algo mais sério.

Evite se automedicar. Um diagnóstico precoce e o tratamento correto podem evitar complicações e preservar sua saúde a longo prazo.


Cuide da sua saúde com responsabilidade. Agende uma consulta online com um dos especialistas do Dr+ e receba orientação segura e personalizada, sem sair de casa. Acesse drmais.com.br e descubra como é fácil cuidar de você com qualidade e segurança.

Dr. Marcos Santos - Médico 

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